A queda do muro de Berlim

Vinte anos atrás, exatamente na noite de 9 de novembro de 1989, após semanas de protestos pró-democracia, a Alemanha Oriental abriu as fronteiras para a Alemanha Ocidental. Durante 28 anos a Alemanha Ocidental foi prisioneira de seu próprio país.
As imagens falam por si e mostram este momento tão importante na história.
17 comentários para “ A queda do muro de Berlim ”
Na verdade a situação não é bem essa caro Nhock: A Alemanha Oriental era uma República Democrática, apenas socialista, inclusive este era o nome do país, “República Democrática Alemã”. Essa idéia “socialismo=mal, capitalismo=bem” é vendida pela mídia, pelos filmes etc.
Na RDA as pessoas tinham total liberdade de ir e vir,
inclusive para outros países, o que não acontecia facilmente na URSS por exemplo. Os protestos de 88/89 foram em prol da reunião entre as Alemanhas, inclusive a queda do Muro foi simbólica, pois Berlim estava totalmente situada em teritório ocidental, não um ato de “liberdade” por assim dizer.
Se foram prisioneiros, foram prisioneiros da ganância e da neurose dos franceses, britânicos, americanos e soviéticos, que dividiram o país no pós-guerra.
Abraços, gosto do blog.
E viva Pedro Bial que cobriu jornalisticamente todo o processo da queda do Muro para a Tv…Hoje ele cobre “jornalisticamente” todo o processo da queda do muro dos BBB’s…tsc,tsc,tsc…Quanta diferença…Isso que eu chamo de UPGRADE na carreira…
@eL bARTO
Cara, disse tudo!
Eu me lembro de tê-lo visto na TV, cobrindo um dos maiores acontecimentos históricos da metade do século XX. Aquilo foi tão legal e emocionante, que cheguei a prestar mais atenção a profissão de jornalista, tanto que hoje sou um.
Mas que “queda de audiência” do Bial heim?! De Berlim a BBB…
E não se esqueçam crianças, “Usem filtro solar” XD
Hahaha.
“Na RDA as pessoas tinham total liberdade de ir e vir,”
Por isso construíram o muro, para fazer com que as pessoas se divertissem no ato de ir e vir.
“Berlim estava totalmente situada em teritório ocidental, não um ato de “liberdade” por assim dizer.”
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Deutschland_Besatzungszonen_-_1945_1946.svg
Ache Berlin e ganhe um doce. Socialistas: perguntando sempre se você prefere acreditar nos seus olhos ou no que eles dizem.
Quem determinou qual regime era melhor foi quase 1.500.000 pessoas que nem esperaram amanhecer para cair fora do paraíso socialista.
Fenrir, não sou socialista. Contudo, não acredito neste modelo capitalista, opressor e feroz em que o mundo está inserido. Se você é feliz, acredito que como eu é de classe média/alta.Porém diferentemente de você acredito, pude viajar para países bem menos desenvolvidos economicamente, e pelo próprio Brasil, e ver os estragos que as grandes corporações fazem por lá. Se quiser ver como o capitalismo realmente opera, longe dos olhos do povo, leia “Capitalismo Global” de Jeffry Frieden.
Voltando : Quando disse que Berlim estava inserida totalmente em território ocidental, me expressei muito mal, isto deu a idéia de que estava no lado Ocidental do país. Pareceu dúbio, entendo, mas o que quis dizer é que estava sob o contexto ocidental, uma vez que mais de 50% da cidade estava sob domínio capitalista.
Agora sobre este seu cometário do paraíso socialista : para celebrar os 18 anos da queda (2007), uma pesquisa foi feita pelo periódico Spiegel para obter um retrato do progresso de unificação.
Sabe qual foi a conclusão? Veja o opinião de 92% da população de 35-50 anos que vivia em Berlim Oriental.
“Os alemães orientais estão menos satisfeitos e menos otimistas com sua situação do que os que vivem nos Estados que compunham a antiga Alemanha Ocidental. Eles estão muito menos convencidos das virtudes da democracia do que seus colegas ocidentais, e muitos acreditam que o socialismo é uma boa idéia que simplesmente não foi bem implementada no passado.”
O que pesou neste conflito ideológico foi o desejo dos alemães de beber Coca-Cola, ir à Disney e comprar em Londres e Paris. Era uma vida banal, sem luxo e talvez sem certas liberdades, mas muito mais justa, sem dúvida.
Na verdade, não sou nem de classe média meu caro. Sou pobre e atualmente desempregado. Mas como eu gosto de obter informações e estudar pra valer, a minha pobreza não fez de mim um ressentido. ou seja, não culpo os ricos pela minha situação. O socialismo é muito mais opressor e exemplos não faltam aonde foi colocado em prática este experimento. Recomendo também você a leitura de Ludwig von Mises, Rothbard, Bomm-Bawerk, Hermann-Hoppe, Milton Friedman e Hayek, que, são evitados por todos que não querem ver a sua utopia destruída com provas.
Então Berlin não estava em contexto ocidental nenhum. Metade de Berlin estava no ocidente. Se 50% é suficiente para declarar que Berlin estava no contexto ocidental então que maravilha hein?
Sobre a pesquisa. Acredito que seja verdadeira. Mas a interpretação, a leitura dela é facilmente manipulada. Porque é claro que a Alemanha oriental inteira sofre ainda hoje com com o reflexo do subdesenvolvimento e claro, o povo é ressentido, porque o mesmo povo causou o mesmo tipo de desastre no mundo e obteve padrões de vida diferentes. A prova maior disso, é que o maior foco de neo-nazistas da Alemanha é da parte oriental. Onde estão os empregos, as fábricas? Estão na parte ocidental. Mas como a parte ocidental recebe muitos imigrantes, a parte oriental diz que a culpa de haver desemprego é deles e então a xenofobia acontece.
E não eram somente o desejo de consumir que incomodava os alemães orientais, mesmo porque os salários nos países socialistas são miseráveis, mas a doutrinação/vigilância ideológica sempre presente, a falta de ir e vir (para fugir mesmo, afinal quem está incomodado não deveria ser proibido de se retirar), as prisões, a contradição do socialismo que promete igualdade sendo que os membros do Partidão viviam sempre bem e com regalias (inclusive de viajar e consumir).
Todos gostam de consumir, todos gostam de ter liberdade para trabalhar e comprar suas coisas, mesmo que seja para atender uma necessidade idiota e momentânea, ninguém deveria dizer o que o cidadão deve fazer, como gastar ou mesmo se gastar o fruto de seu trabalho. Quem pode dizer o que é justo? o Governo? Não me faça rir…
Justo é a meritocracia. Se você trabalha muito, ganha muito. Por isso, não tiro o mérito dos empresários, afinal começar um negócio que gera empregos sem ajuda nenhuma do estado, pagando uma carga tributária indecente, observando um número de regrinhas impossíveis de cumprir, para depois o estado participar dos lucros, enfiar o dinheiro no bolso e o que sobrar, dar àqueles que não tiveram “chance” na vida porque seus pais não planejaram a familia direito e jogaram nos braços do estado, irresponsavelmente.
Mesmo que fossem igualados os salários e riquezas de todas as pessoas, no outro dia, haveriam ricos e pobres, porque o que faz rico são o conjunto de decisões que se faz com a riqueza que se tem. Uns gastariam outros investiriam. Tal é a natureza humana. No outro dia, estariam uns reclamando da riqueza dos outros.
E ah,
Seu comentário no primeiro parágrafo prova que não existe mentalidade de classes – seu marxista.
@Fenrir , você é foda ,sem mais.
Nenhum regime é mais opressor do que o socialismo e sua proibição das formas de expressão (:
Fenrir, o que me incomoda não é a crítica ao regime da Alemanha Oriental, da URSS ou da Polônia, por exemplo, que eram de fato violentos e corruptos, mas sim ao modelo em si. A URSS deixou de ser socialista assim que Stalin assumiu, e foi este jugo que se extendeu pelos países da Europa Oriental e por mais de que o argumento de que “não existiu socialismo puro” seja controverso e muitas vezes fraco, é verdadeiro. Não sou defensor do socialismo, nem do capitalismo, apenas acho que esta visão míope do mundo, maniqueísta, é no mínimo infantil.
Ademais, não seja recalcado, nunca disse que você era um ressentido nem um ignorante. Achei você arrogante no mínimo, visto que seu post anterior veio recheado de sarcasmo nos comentários.
Como eu disse, minhas ideologias não são motivadas por fundamentos teóricos apenas, mas também por fatos vistos, obviamente julgados dentro da minha experiência e do meu conhecimento. E, no meu ver, o produto deste pensamento neo-liberalista que você e os teóricos por você citados apregoam, não foram de todo bons. O capitalismo de mercado é muito injusto, muito opressor de quem está à margem dos processos produtivos. Aproximadamente 20% da população concentra em suas mãos 88% de toda a riqueza mundial. Seguindo sua lógica, estes devem realmente se extenuar de tanto trabalho.
Aliás, quem é você para dizer que todos os que necessitam de assistencialismo são pessoas naturalmente irresponsáveis? Você já foi numa comunidade de baixa renda? Você sabe qual é a escolaridade média de uma pessoa inserida neste contexto? Meu caro, acredito agora ao ler que ou você não é uma pessoa desprovida economicamente ou é e tem raiva de si e pessoas da mesma condição.”Ad Crumenam”??
E falando de trabalho por trabalho, já que o que conta é a meritocracia, quem julga quem deve receber mais, o fazendeiro que cumpre 16hr no campo ou o engenheiro que tem um expediente de 16hr também?
Se eu sou marxista como você disse, na minha opinião você é fascista.
É, este é o argumento final de todo marxista. Chamar de fascista, nazista ou qualquer coisa do gênero. Pena que tanto o fascismo quanto o nazismo tem origens no socialismo também, e praticam a mesma política. É o mesmo que me chamar de socialista – e socialista é você. O Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialista Alemão (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei ou NAZI), como o próprio nome da legenda diz, é socialista. E o fascismo, era o defensor daquilo que você diz ser: nem capitalismo e nem socialismo, mas mantendo a tradição coletivista, estado autoritário, controlador das empresas, e supressor da propriedade privada e da liberdade de expressão. O que muda é o país. Aliás, o pacto Ribbentropp-Molotov não me deixa mentir quanto a amizade que o nazismo e comunismo nutriam, terminando na invasão da Polônia e no massacre de Katyn.
Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é! – Vladimir Ilitch Lenin
Sabe por que “não existiu o socialismo puro”? Porque é uma utopia derivada do ar rarefeito dos pátios das universidades, aonde a fumaça da maconha não deixam os jovens enxergar um palmo na frente do nariz. Quer dizer que a culpa não é do sistema? São das pessoas? Então, dado o fato este sistema não tem mais que ser testado nem colocado em prática, já que o resultado será o mesmo.
Você não me explicou porque o socialismo real nunca existiu, mas prevendo que será uma desculpa esdrúxula do qual já ouvi trocentas vezes, dispenso. Aliás, explique sua versão, as pessoas querem saber.
Infantil é acreditar em contos de fadas, utopias. Quem não entende o funcionamento do mundo não pode simplesmente querer mudá-lo, como os genocidas fazem.
E sim sou sarcástico mesmo, faz parte da minha personalidade. Também, o culpado é você que me fez rir com aquela que na RDA as pessoas tinham a liberdade de ir e vir.
“Como eu disse, minhas ideologias não são motivadas por fundamentos teóricos apenas, mas também por fatos vistos, obviamente julgados dentro da minha experiência e do meu conhecimento.”
Mesmo aqui.
“E, no meu ver, o produto deste pensamento neo-liberalista que você e os teóricos por você citados apregoam, não foram de todo bons.”
Fazer as nações mais prósperas e desenvolvidas do mundo, com o maior número de inventos em todas as áreas, não foi mesmo de todo bom. Bom mesmo é ser igual CÚba, aonde limpa-se a bunda com o Granma, por falta de papel higiênico.
“O capitalismo de mercado é muito injusto, muito opressor de quem está à margem dos processos produtivos”.
Se você soubesse o mínimo de economia, saberia que a riqueza mundial não é um bolo fixo aonde para um ter o outro tem que perder. A riqueza é dinâmica e é construída com o tempo. De onde veio a riqueza que temos hoje? Capitalismo gera objetos cada vez melhores e mais baratos. O que era ontem fora de alcance para o pobre, é trocado a cada lançamento por um melhor. Como então o capitalismo pode ser opressivo e excludente? O rico tem um carro do ano? Eu tenho velho. Mas ambos tem. O rico tem roupas, também tenho. Ele tem celular? Também tenho, ora. O que muda é o valor agregado das coisas. Opressivo e excludente é a Coréia do Norte aonde ninguém sabe o que é um aparelho celular, exceto Kim Jong Il.
“Aproximadamente 20% da população concentra em suas mãos 88% de toda a riqueza mundial”.
Pra mim não importa se alguém tem 300 bilhões na conta bancária. Eu tenho artigos muito bons, comprados com muito esforço. O que é meu é meu o que é dele é dele.
“Seguindo sua lógica, estes devem realmente se extenuar de tanto trabalho.”
Não eles, mas pessoas antes deles, que investiram bem e abriram mais postos de trabalho (importante). A riqueza é o acúmulo de trabalho, simplesmente, leia Adam Smith.
“Aliás, quem é você para dizer que todos os que necessitam de assistencialismo são pessoas naturalmente irresponsáveis?”
Eu, ninguém. Mas a lógica me dá este direito. Quando se faz uma família, se você realmente se importa com sua prole, primeiro, você junta dinheiro para comprar uma casa (o que é difícil), se planeja ter filhos, tem que pensar em educação (porque um pai que realmente ama seus filhos não coloca numa escolha chinfrim do governo aonde ele vai ter doutrinamento ideológico e educação de segunda categoria – o qual fará reprovar em qualquer vestibular), pensa em saúde (pois todos sabem o que acontece quando se leva seu querido ao SUS), pensa em vestimenta e comida além de lazer.
Não simplesmente embuxa em algum baile funk, pra pegar o bolsa família mais tarde.
“Você já foi numa comunidade de baixa renda?”
Eu vivo numa comunidade de baixa renda.
“Você sabe qual é a escolaridade média de uma pessoa inserida neste contexto?”
Sei, não são tão burras quanto você pensa não, meu caro aristoi. Elas calculam o risco e pagam pra ver. Essa de baixa escolaridade não cola mais. Cada vez mais adolescentes engravidam em época escolar, senão na própria escola, com distribuição de camisinha, educação sexual e tudo.
“Meu caro, acredito agora ao ler que ou você não é uma pessoa desprovida economicamente ou é e tem raiva de si e pessoas da mesma condição.”
Eu não gosto de ser pobre não cara, acho que a pobreza só é virtude nos olhos de quem tem muito dinheiro pra gastar. Pobreza é uma situação passageira, porque eu tenho dois braços e duas pernas e não tenho medo de trabalho. Vou abrir um negócio ao invés de trabalhar para os outros, e ai, quem sabe…
Fenrir, você pode me chamar do que quiser se isto lhe agrada, mas ad hominem à ad hominem não vão te levar à lugar nenhum. Não sou comunista, nem nazista, não defendo censura de forma alguma, nem defendo o controle estatal de empresas. Defendo no entanto o mínimo de dignidade para se viver.
Se seu padrão de prosperidade se mede com consumo, sinto muito, o meu não. De que adianta a possibilidade de comprar, à preços ridículos, bens fúteis quando não há a prestação de serviços de saúde decentes quando se precisa, transporte, alimentos baratos etc, serviços estes aos quais são destinados impostos na sua mairia. E veja bem, isto não só no Brasil como ao redor do mundo, veja o caso dos EUA por exemplo, onde o serviço de saúde é precário (mas ainda melhor que os moldes nacionais) e o PIB excede 15 trilhões de dólares/ano.
Riqueza não constitui apenas o patrimônio material construído, mas também fibra, conhecimento e caráter. Sei muito bem, prezado, como o mundo funciona, apenas não estaciono minha mente em como ele é, mas como poderia ser, na minha opinião. Como você, também tenho carro velho, por minha própria escolha, e não é o desejo de um dia possuir um melhor que me move para fora da cama e para o trabalho todos os dias. O que me move é saber que o fruto do meu trabalho irá render benefícios para outras pessoas, não simplesmente porque as emprego, mas porque invisto no seu empreendedorismo, no seu senso de comunidade e no seu senso de respeito ao próximo. E isto falta, e muito, na sociedade de consumo em que vivemos.Chame isto de perseguir uma utopia se quiser, eu chamo de altruísmo.
Agora, não acho que as pessoas que vivem em comunidades carentes sejam, como você colocou, “burras”. Inteligência e conhecimento são aspectos diferentes caso não saiba, e escolaridade não define potencial, mas sim sabedoria. Digo isto porque eu, apesar de engenheiro e ter negócio próprio, sou também educador. E estas pessoas almejam muito mais do que simplesmente serem “prósperos”, sob a ótica do seu conceito de prosperidade. Elas em sua maioria querem crescer junto ao lugar onde vivem, melhorar não só sua vida, mas as dos próximos.
E sabe o que, não conseguem. Não por não terem “braços e pernas e medo do trabalho”…não conseguem por que no nosso mundo, elas não existem. Diria que 90% não conseguem sair de lojistas, ou ambulantes, ou trocadores de ônibus, isto na melhor hipótese. Não conseguem estudar e mesmo se conseguissem, o ensino é porco.Estão esquecidos, à margem. O “sonho americano” do sucesso, pra ser bem clichê, não se aplica à elas e eu realmente entendo o motivo de mandarem um “foda-se” pro mundo e si próprios. Estas são as pessoas irresponsáveis na sua opinião. Na minha, são desesperados ignorantes, alheios ao próprio futuro.
Sua visão da sociedade, para não dizer da vida, é no mínimo hipócrita : você sabe que os problemas existem, sabe da onde eles vem mas não vê a hora de fazer parte da cadeia. É como uma pessoa que discute o absurdo que é o tráfico no Rio de Janeiro enquanto enrola um baseado.
Portanto, dou por encerrada está discussão. Não vejo como levar isto adiante, pois dialogar com você não é construtivo.
Boa sorte no seu percurso, sei que está desempregado e espero que você possa ver as coisas sob outra ótica que não seja a sua e apresentar suas idéias de uma forma menos agressiva.
“Fenrir, você pode me chamar do que quiser se isto lhe agrada, mas ad hominem à ad hominem não vão te levar à lugar nenhum. Não sou comunista, nem nazista, não defendo censura de forma alguma, nem defendo o controle estatal de empresas. Defendo no entanto o mínimo de dignidade para se viver.”
Que deixe que as pessoas busquem sua felicidade, sem interferir no direito de outros então. Dignidade começa com liberdade. Liberdade para acertar e errar. Cada um que colha seus frutos.
“Se seu padrão de prosperidade se mede com consumo, sinto muito, o meu não. De que adianta a possibilidade de comprar, à preços ridículos, bens fúteis quando não há a prestação de serviços de saúde decentes quando se precisa, transporte, alimentos baratos etc, serviços estes aos quais são destinados impostos na sua mairia. E veja bem, isto não só no Brasil como ao redor do mundo, veja o caso dos EUA por exemplo, onde o serviço de saúde é precário (mas ainda melhor que os moldes nacionais) e o PIB excede 15 trilhões de dólares/ano.”
Cara você se supera cada vez mais. Impressionante como você aprendeu direitinho os chavões socialistas. Uma pessoa é o que pratica e não o que declara.
Vamos lá.
Transporte é bem e serviço. Saúde é bem e serviço. Alimentação é bem e serviço. Educação é bem e serviço. Lazer é bem e serviço. Todos estes itens são de consumo. Nenhum vêm de graça. Alguém paga. O problema é que a maioria das pessoas paga por um serviço que não usa, ou que é deficiente. Eu por exemplo, não estudo mais e no momento não preciso de cuidados médicos, então por que eu deveria pagar através dos impostos? Se o serviço fosse privado eu pagaria o que eu ou meus parentes usassem.
Dizer que a felicidade das pessoas não se mede por bens de consumo é cinismo (pergunte a um mendigo coberto pelo SUS se ele é feliz), porque nenhuma pessoa é feliz não tendo nada, não tendo um teto, não tendo lazer, não tendo comida e etc.
Prosperidade se mede sim por estas coisas – e por outras não materiais (mas não excluindo os bens e serviços). A sua receita é tirar de quem produz alguma coisa e dar para quem não produz nada com uma “pequena” comissão para os vermes do governo.
O caso dos EUA. Michael Moore não tem credibilidade nenhuma. Ele vomita e cai fora (e existem muitos sites que expõem este charlatão). O sistema de saúde lá é privado, como deveria ser aqui. É caro, mas saúde é caro mesmo (como aqui, e na Zambia). Isso é ótimo para os fumantes, já que o argumento de cuidar da saúde não funciona, a dor seria no bolso então. O fato de quase ninguém ser coberto por planos, apesar de existirem o Medicare e o Medicaid um que cuida de idosos e outro para carentes, nem sempre as pessoas precisam de plano de saúde e a decisão de ter ou não está nas mãos delas. Isso não significa que o sistema de saúde é precário. Ridículo. As maiores pesquisas científicas na área de medicina são dos EUA, e o dinheiro que banca tudo isso não é do governo, são de clientes e investidores, sem contar as maiores universidades (privadas) e think-tanks de medicina.
“Riqueza não constitui apenas o patrimônio material construído, mas também fibra, conhecimento e caráter. Sei muito bem, prezado, como o mundo funciona, apenas não estaciono minha mente em como ele é, mas como poderia ser, na minha opinião. Como você, também tenho carro velho, por minha própria escolha, e não é o desejo de um dia possuir um melhor que me move para fora da cama e para o trabalho todos os dias. O que me move é saber que o fruto do meu trabalho irá render benefícios para outras pessoas, não simplesmente porque as emprego, mas porque invisto no seu empreendedorismo, no seu senso de comunidade e no seu senso de respeito ao próximo. E isto falta, e muito, na sociedade de consumo em que vivemos.Chame isto de perseguir uma utopia se quiser, eu chamo de altruísmo.”
Falou bonito hein? Mas uma utopia é uma utopia. Os maiores genocidas também idealizaram uma sociedade perfeita, segundo a opinião deles – o único problema são as pessoas, sabe, não querem ser “salvas” por mim… então tenho que obrigá-las! Claro que nenhum de nós é egoísta, somente os outros. Se você é tão altruísta dê todo seu dinheiro para os pobres, trabalhe de graça, a troco de marmitex. É claro que não vai. Saber que seu trabalho irá render benefício para as outras pesoas é algo evidente, lógico, mas contanto que renda benefício a si primeiro, porque quem trabalha de graça é escravo (aliás, nem escravo). Por favor pare de tentar usar o sentimentalismo, que técnica mais suja.
O altruísmo em si é bom, mas quando se obriga determinado grupo de indivíduos a ser altruísta, esta perde o valor completamente. Tudo que não é espontâneo não é sincero. Se eu fosse ajudar pessoas carentes faria sozinho e anonimamente de preferência.
Mas não sugeriria uma política de distribuição de renda, que simplesmente tolhe o dinheiro de uns e “dá” para outros em troca de alguns votos, por mais necessitadas que sejam. Isso é roubo, puro e simples. Não adianta florear.
“Agora, não acho que as pessoas que vivem em comunidades carentes sejam, como você colocou, “burras”. Inteligência e conhecimento são aspectos diferentes caso não saiba, e escolaridade não define potencial, mas sim sabedoria. Digo isto porque eu, apesar de engenheiro e ter negócio próprio, sou também educador. E estas pessoas almejam muito mais do que simplesmente serem “prósperos”, sob a ótica do seu conceito de prosperidade. Elas em sua maioria querem crescer junto ao lugar onde vivem, melhorar não só sua vida, mas as dos próximos.”
Pois é, eu disse que não são tão burras quanto você pensa, e não que eram burras. Mas veja a contradição: “elas querem crescer junto ao lugar onde vivem (quem mora na favela adora a favela e quer morar para sempre lá, bem como o inquilino de pontes), melhorar não só a sua vida, mas a dos próximos”. Mas não adotam uma postura responsável de controle de natalidade, não poupam para construir uma moradia digna, não educam seus filhos. Como, elas podem desejar uma coisa se não fazem nada a respeito? Isso é burrice e não depende do nível cultural. O burro nunca aprende. Fazem isso, porque tem um governo socialista, que vai arrancar o dinheiro de alguém para dar a ele e seus 8 filhos, lá na lotérica, com o cartão do bolsa família.
“E sabe o que, não conseguem. Não por não terem “braços e pernas e medo do trabalho”…não conseguem por que no nosso mundo, elas não existem. Diria que 90% não conseguem sair de lojistas, ou ambulantes, ou trocadores de ônibus, isto na melhor hipótese. Não conseguem estudar e mesmo se conseguissem, o ensino é porco.Estão esquecidos, à margem. O “sonho americano” do sucesso, pra ser bem clichê, não se aplica à elas e eu realmente entendo o motivo de mandarem um “foda-se” pro mundo e si próprios. Estas são as pessoas irresponsáveis na sua opinião. Na minha, são desesperados ignorantes, alheios ao próprio futuro.”
O que o contracheque tem a ver com estas pessoas existirem? Já expliquei que a situação atual é resultado das decisões que os pais destas pessoas tomaram: não se preocuparam com o futuro dos filhos! Este é o resultado. Eu sou o resultado. Qual o problema nisso? É a Lei da Natureza mais elementar, ação e reação. E o que o ensino tem a ver com o salário? Meu ex-patrão não tinha o segundo grau e já era dono de 15 lojas e empregava 100 pessoas. Ele, burrão construiu um império sozinho. O que tem a ver é a mentalidade das pessoas. Portanto, sim, são irresponsáveis.
O sonho americano de sucesso nos anos 50, era ter uma TV. Hoje as pessoas em países do terceiro mundo como o nosso tem muito mais do que isso. O sonho delas é ter uma renda maior, para poder realizar seus sonhos, MAS isso não é algo que é feito da noite para o dia.
“Sua visão da sociedade, para não dizer da vida, é no mínimo hipócrita : você sabe que os problemas existem, sabe da onde eles vem mas não vê a hora de fazer parte da cadeia. É como uma pessoa que discute o absurdo que é o tráfico no Rio de Janeiro enquanto enrola um baseado.”
Eu vejo a sociedade da forma que é. O problema vem de cada indivíduo e não do sixxxtema, ô bicho-grilo! Quer dizer que fazer parte da cadeia é eu buscar minha felicidade trabalhando, e recebendo por isso, trabalhando mais e ganhando mais? E você é como uma pessoa que tem o filho morto e roubado e diz que o problema do bandido é que ele não teve “chance” na vida, e que o culpado é a sociedade. (Que é composta por pessoas que acordam 5 da manhã para ir trabalhar).
“Portanto, dou por encerrada está discussão. Não vejo como levar isto adiante, pois dialogar com você não é construtivo.
Boa sorte no seu percurso, sei que está desempregado e espero que você possa ver as coisas sob outra ótica que não seja a sua e apresentar suas idéias de uma forma menos agressiva.”
Sua vontade de controlar o pensamento dos outros é assustadora.
Eu tenho que pensar como você, apresentar as idéias do jeito que você quer, ver o mundo segundo seus lindos olhos, senão, eu não passo de um hipócrita.
Obrigado, mas prefiro a realidade. Sabe a realidade? Aquela que você vê depois que acorda?
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[first] – não tenho cú